terça-feira, 30 de dezembro de 2025

FELIZ ANO NOVO!

 

Ei, enxugue agora essas lágrimas!

Comece o ano dizendo à tristeza que ela já pode partir

Seja generoso, compartilhe seus talentos com o mundo

Faça uma criança sorrir, porque no sorriso da criança mora a sinceridade

Em tempos tão difíceis é ela quem nos dá esperança

O bem e o mal se renovam, faça a escolha certa

Adeus ano velho. Feliz ano novo!

Ainda vale a pena acreditar

Valorize os seus afetos, eles o ajudam a caminhar

Ei, entenda, ficar sozinho às vezes é bom

Mas não se isole por longos períodos, a vida pede comunhão

Dê um passo de cada vez, se não for capaz de abraçar a humanidade

Comece por abraçar o vizinho do lado

Quem sabe faz a hora, viva a fraternidade

O ano que chega trará mudanças, contudo, não caia na ilusão

Não espere colher aquilo que você não plantou

Siga em paz, cultivando a fé em seu coração

Adeus ano velho. Feliz ano novo!

Ainda vale a pena acreditar

Valorize os seus afetos, eles o ajudam a caminhar

Adeus ano velho. Feliz ano novo!

Ainda vale a pena acreditar

Valorize os seus afetos, eles o ajudam a caminhar

Vem comigo ver o Sol nascer




sábado, 27 de dezembro de 2025

FIM DE ESTAÇÃO

 

E agora? Quem é que vai te levar para casa?

E apagar as luzes que você sempre deixa acesas

Quem é que vai enxugar tuas lágrimas?

Ouço o som da chuva caindo e sinto o frio congelando meu corpo

Ainda custo acreditar que tudo terminou, mas você

Não vai me ver chorar esta noite

E Agora? Quem de nós dois jogou a toalha?

E cortou a felicidade pela raiz

Quem é que vai tocar teu corpo com amor?

Ouço o barulho do trem partindo e sinto meu coração desfalecendo

Ainda custo acreditar que tudo terminou, mas você

Não vai me ver chorar esta noite

Diz pra mim, quem vai secar tuas lágrimas?

É fim de estação

Fim de um romance e do verão




quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

CANÇÃO PARA MARIE (chanson pour Marie)

 

Tudo o que um homem de verdade mais quer

É conquistar o amor, o respeito e a fidelidade

Que une o seu coração ao de uma nobre mulher

Fui hipnotizado por aqueles grandes olhos azuis

Nunca pude esquecer a doçura daquela voz

E o lindo e quase angelical sorriso de Marie

Sim, o tempo passou e eu não a esqueci

Esta é a canção para Marie

A qualquer hora e em qualquer lugar

Ainda posso ouvir o vento sussurrando seu nome

Não me conformei com a sua partida repentina

Se é que você existe, ó Deus, diga-me

Por que alguém tão cheia de vida precisou morrer?

O adeus não é palavra que caiba na boca de quem tanto ama

Mas é punhal que fere de morte a quem perdeu toda a esperança

Os amigos pedem para eu seguir em frente

Você é jovem e vai voltar a se apaixonar

Tarde demais para mim, é noite escura em Lyon

Sem ela a luz não vai voltar

Esta é a canção para Marie

A qualquer hora e em qualquer lugar

Ainda posso ouvir o vento sussurrando seu nome

Esta é a canção para Marie

A qualquer hora e em qualquer lugar

Ainda posso ouvir o vento sussurrando seu nome

Marie, Marie!


O vídeo a seguir está no idioma francês. Acima o leitor pode também conferir a letra em português para melhor mergulhar no romantismo melancólico da canção. 




quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

NATAL NAS VIELAS

 POR Aldrin M. Félix & AnnaLuciaGadelha 


Nas casas ricas o perfume é de assado

Vinho caro, mesa farta, riso ensaiado

Nos becos o cheiro é de solidão

E o banquete é vento, não há pão

Aqui na favela as crianças não ganham brinquedo

A realidade é dura, a molecada aprende cedo

Papai Noel de shopping Center não sobe o morro

Quem pode imaginar o bom velhinho

No meio do tiroteio pedindo socorro?

Mas mesmo assim há quem sorria

Com pouco inventa sua alegria

Porque no peito do pobre ainda há calor

Mesmo sem presente vive o amor

Todos querem um Natal com paz e harmonia

Na favela, condomínio, na praia ou na periferia

Minha gente sofre, mas trabalha e espera confiante

Depositando no Jesus menino a sua fé, segue adiante.

No clarão das luzes da viela

Brilha a esperança singela

Mesmo sem luxo, há devoção

Natal também mora na emoção

Aqui na comunidade a gente bate, apanha e fala palavrão

A miséria maltrata o corpo, perturba a razão

Que dureza! É de cortar o coração

Outra vez muitas famílias passam as festas sem nenhum tostão

Mas mesmo assim há quem sorria

Com pouco inventa sua alegria

Porque no peito do pobre ainda há calor

Mesmo sem presente vive o amor

Todos querem um Natal com paz e harmonia

Na favela, condomínio, na praia ou na periferia

Minha gente sofre, mas trabalha e espera confiante

Depositando no Jesus menino a sua fé, segue adiante.






terça-feira, 9 de dezembro de 2025

NOSSAS PÁGINAS

 POR AnnaLuciaGadelha & Aldrin M. Félix



Eu te encontrei primeiro na poesia
como quem encontra luz no intervalo de uma sombra.
Havia em teus versos um sopro do mundo,
um jeito de costurar o tempo com esperança
mesmo quando a esperança parecia pequena.
Hoje caminhamos pela música,
e percebo que teu ritmo é o mesmo daquilo que escreves:
solidário, inteiro, atento ao que pulsa
no coração das pessoas e no silêncio que ninguém escuta.
Tens essa coragem rara
de ver beleza onde os outros enxergam cinza,
de colher o brilho que sobra nos dias difíceis
e devolvê-lo em forma de palavra.
Professor que ensina até quando sonha,
poeta que respira sentido,
escritor que transforma o simples em infinito
carregas no gesto aquilo que muitos
só encontram nos livros.
Se a vida é estrada,
tua presença é canto.
Se o mundo é pressa,
teu olhar é pausa.
E eu, que aprendi a te ler
antes de te conhecer,
guardo em cada verso teu
um pedaço do que ainda desejo ser.
Que tua poesia siga encontrando portas,
teus sonhos encontrem asas,
e teus passos sigam lembrando ao mundo
que a bondade também escreve.


Entrei na tua página bem frequentada

Tantos poetas por lá passavam, comentavam

Teus versos eram e continuam sendo livres

Sou uma mulher alada” guardei cada palavra

Teus voos poéticos ainda hoje me encantam

Quem é essa mulher de atitudes ousadas?” eu pensava

No poema e na amizade sincera que nascia, minh’alma sonhava

Tua lealdade, teu carinho e tua generosidade

Sempre encontram minha reciprocidade

Quando estou triste penso em ti e meu coração bate contente

Quando estás triste meu coração sente

Mas se pensas em mim logo começa a sorrir

Laços que nos envolvem sem precisar apertar, sufocar

Almas que se buscam, tocam-se

Corpos que ainda não lograram se tocar

O professor recebeu lições da mulher sensível

Ora forte, ora frágil, ora bonança, ora tempestade

Se fazes um recuo, com medo, é apenas para adquirires coragem

Juntos fazemos música de qualidade e nos comprazemos nas melodias

Entrei na tua página bem frequentada

Agora tu escreves lindos versos, estrofes, páginas inteiras em minha vida.



AnnaLuciaGadelha, 1º estrofe

Aldrin M. Félix, 2º estrofe 


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

NOVO RENASCER

 

Oh, oh, oh! Oh, Oh, Oh!

Eh, novo renascer nos aguarda

A cada amanhecer novas lições a aprender

Aceito os desafios na hora e no tempo em que eles me chegam

Carrego a minha dor e sou capaz de abraçar um pouco da sua

Porque no meu peito a indiferença não vigora

Quase ninguém quer saber o que tenho vivido até aqui

Das minhas lutas travadas nas sombras, das conquistas e decepções

Mas veio você a me surpreender querendo saber pelo que passei

Gosto de quem gosta de mim, ouça o que vou lhe dizer

Novo renascer nos aguarda

A cada amanhecer novas lições a aprender

Tivemos por escolha própria uma existência solitária

As pessoas nem sempre sabem ser solidárias

Eu sei que já lhe magoei e sei que ainda vou lhe magoar

Você também sabe que ainda vai errar, por isso aprendemos a nos perdoar

Erramos nós dois, sempre querendo acertar, lá vamos nós tentar consertar

Estamos cercados por desertores, alguns inconscientes, outros traidores

Sigamos em paz, Deus lhes dará outras chances

Novo renascer nos aguarda

A cada amanhecer novas lições a aprender

Para a glória do Amor de Deus vamos ao renascimento, experimentando e amando

Eh, novo renascer nos aguarda

A cada amanhecer novas lições a aprender




sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

CANÇÃO DA TERRA

 
Terra, um grão de areia no universo

Terra, planeta azul, nossa morada na Via Láctea

Onde vida e morte convivem lado a lado, o que me faz pensar

Qual será a próxima espécie a entrar em extinção?

Pode ser o homem e isso inquieta meu coração

Terra de oceanos tão profundos que se perdem na escuridão

Rios de água doce por onde também corre lixo

Tudo o que envenena os peixes e as populações

Ouça a canção da Terra, o seu canto de agonia

Da terra tiro o meu sustento, mas tem ficado cada vez mais difícil

Solos improdutivos, almas compradas

E as belezas naturais de um planeta sendo desprezadas

Terra da fúria da natureza, dos terremotos, tornados, furacões e erupções

Nuvens cinzentas cobrem o céu de ícaro

O Sol e a Lua ainda aparecem

Vamos construir um escudo para nos proteger do calor

Expulsar a Lua para acabar com a poesia

Vamos celebrar no espaço de Galileu o fim da Terra

Chorar pela última vez e morrer arrependidos por tanta indiferença

Ouça a canção da Terra, o seu pranto da agonia


SOZINHA (o grito da solidão feminina)

 Mais uma vez os filhos não vieram jantar

Quanto ao marido? Sabe-se lá Deus onde está 

Sim, casados de papel passado

Dormindo em quartos separados

Sozinha, irremediavelmente sozinha!

Ligo a televisão para me distrair

Cenas de violência e de sexo sem emoção

E a reprise do último capítulo da novela

Desligo a tevê, melhor ir ler

Mas sonolenta logo deixo o livro cair

Na madrugada esfria, luzes apagadas

Sozinha, irremediavelmente sozinha!

Desesperada começo a rolar na cama

Sei bem do que sinto falta

Das suas mãos carinhosas percorrendo meu corpo

Afagando meus cabelos, pegando-me pela cintura

Dos seus lábios roçando nos meus, orelha, nuca, peitos e nádegas

Do seu corpo amigo se aquecendo ao meu

Do seu olhar compreensivo e do beijo mais gostoso

Da sua voz emotiva dizendo que me ama

Sorrio ao pensar nesse amor que já nasceu maduro

E choro ao lembrar que está longe o encontrar

Começo a me tocar na tentativa de me satisfazer

Erotizando cada zona do seu corpo nu

suspirando e desejando o que não ouso dizer

 Todavia, não tenho êxito em me enganar

Sozinha, irremediavelmente sozinha em minha cama

O dia amanhece e preciso me levantar

A vida prossegue e tem gente esperando pelo  café

Sozinha, irremediavelmente sempre sozinha. 







AQUECENDO O CORAÇÃO

 POR Aldrin M. Félix, Anna Lucia Gadelha , Maria P. G. Albuquerque  Acredite, juntos vencemos a escuridão Se cada gesto trouxer um pouco d...